DIRETO DE PORTUGAL
Alberto Helder foi formador de um vasto número de árbitros lisboetas
03/JUL/2010
Das pesquisas que estou efectuando nas edições das edições do FIFA REFEREEING, desde 1950, apareceu-me um dado que muito me surpreendeu e congratulou ao saber que o insigne Árbitro internacional brasileiro, Romualdo Arppi Filho, meu bom amigo, ostentou o escudo da entidade que superintende o desporto-rei em todo o Mundo, durante 28 anos!
Surpresa pois tinha uns rumores que esse máximo andaria à volta de 20/24 anos.
Todavia, agora, consultando os documentos oficiais certifica-se é uma realidade aquele máximo a nível mundial.
Parabéns, pois, a Romualdo pela marca que jamais poderá ser superada, dado que, actualmente, a idade mínima para fazer parte do quadro de Árbitros de FIFA é de 25 anos e a saída será aos 45, logo só se poderá usufruir desse estatuto durante 20 anos! Antes a permanência poderia ir até aos 50 anos.
Congratulo-me, pois, por dar relevo a este grande Árbitro brasileiro, nascido em Santos (SP) a 7 de Janeiro de 1939, dando conta de alguns dados que dizem bastante do que ele contribuiu para a dignificação e valorização da arbitragem brasileira aquém e além fronteiras, em tudo o que é sítio e onde o futebol é a palavra mais utilizada …
Desde cedo gostaria de ser Árbitro, razão porque se iniciou na actividade aos 14, mas só pôde frequentar o curso inicial aos 18, e aos 20 foi considerado profissional. Pouco tempo depois, aos 22 anos de idade (!), é internacional, isto na temporada 1961/62 e manteve-se ininterruptamente até ao fim de 1989! Um feito incomparável...
Teve uma fulgurante carreira com um inigualável e monumental currículo, senão vejamos…
Dos seus maiores feitos, destaca-se a sua participação em três Olimpíadas: 1968-México, 1980-Moscovo e 1984-Los Angeles. Dirigiu duas finais do Campeonato Paulista (1976-Palmeiras-XV de Piracicaba, 1-0, 1979-Corinthians-Ponte Preta, 2-0). Uma Taça Intercontinental de Clubes, 1984-Indipendiente-Liverpool, 1-0, em Tóquio. O campeonato brasileiro mereceu a sua presença nas finais de 1984, no Fluminense-Vasco, 0-0, e 1985, no Bangu-Curitiba, 1-1).
E, por fim, mundialista em 1986-México. Actuou como Assistente, nos jogos Dinamarca-Uruguai (6-1) e Argentina-Bulgária (2-0). Como Árbitro, França-Russia (1-1), México Bulgária (2-0) e no jogo mais sonhado e apetecido de todos os Árbitros, o encontro derradeiro do campeonato mundial: a final! Neste caso foi o desafio entre a Argentina e a Alemanha, ganho pelos primeiros por 3-2.
Foi uma satisfação enorme tê-lo conhecido pessoalmente em Dezembro passado, no Rio de Janeiro, onde convivemos, durante um dia, com outros ilustres companheiros de percurso, no Footecon 2009, tendo a arbitragem merecido o devido destaque, como divulgo no seguinte endereço:
http://albertohelder.blogspot.com/2010/01/brasil-rio-de-janeiro-4-parte.html
Até para o próximo mês.
Aquele abraço do Alberto Helder.
Blog do Alberto Helder
-------------- Nota do Editor: Alberto Helder Henrique dos Santos foi árbitro de futebol e de futsal em Portugal na década de 70. Como dirigente, atuou como formador e observador da Federação Portuguesa de Futebol e como chefe de serviços na APAF (Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol). Hoje, desempenha o cargo de membro do Conselho de Arbitragem da Associação de Futebol de Lisboa (criada em 23/9/1910)
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