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Gustavo Caetano: Quarenta e Um Anos Depois

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Colunista de São PauloARBITRAGEM PAULISTA

Gustavo foi diretor de arbitragem da Federação Paulista e instrutor de arbitragem CBF

02/DEZ/2009

Gustavo Rogério CaetanoO gol que deu a classificação para a França na Copa do Mundo de 2010, marcado após ação irregular de Thierry Henry usando braço e mão, poderá ditar grandes mudanças no futebol.

Mas o ocorrido não é um fato novo ou inusitado, só que, desta vez, a prejudicada foi a Irlanda do Norte, que é um forte membro do IFAB (International Footbal Association Board), responsável pelas regras no futebol.

Lembro vários casos que o toque de mão foi decisivo:

No Campeonato Carioca de 1968, Wilton, atacante do Fluminense, marcou um gol após uso da mão num Fla-Flu arbitrado por Armando Marques.

Diego Armando Maradona usou “la mano de Dios” na Copa do Mundo de 1986, em decisão contra a Inglaterra.

Na Copa América de 1995, com o gol de Túlio contra a Argentina, após dominar a bola com o braço.

Em 2008, uma seqüência incrível aconteceu com Adriano no jogo São Paulo x Palmeiras e com Diego Tardelli, Portuguesa x Flamengo.

Em 2009, na Série B do Brasileiro, Welington Silva no jogo entre Paraná e Ceará. No Brasileirão, André Lima na partida Corinthians x Botafogo. No Paulistão, Fabrício Carvalho também marcou o seu para a Portuguesa contra o Mirassol.

Quarenta e um anos se passaram, jogos e campeonatos foram decididos irregularmente para que o BOARD/FIFA tomasse uma decisão: No dia 2 dezembro, uma reunião tratará especialmente de dois temas que requerem mudanças imediatas para quem quer o bem e a legitimidade no futebol: A chamada “paradinha” e o possível uso das imagens para lances que ao longo da história vem mudando resultados de jogos e competições.

Que os participantes estejam em dia iluminado e joguem por terra, definitivamente, o chavão que vem usando a décadas de que o futebol é universal e nem todos teriam condições para usar os recursos tecnológicos.

A mesma FIFA que aceitou com louvor relatório por mim enviado sobre a experiência com dois árbitros no futebol de São Paulo, elogiando os resultados numéricos e estatísticos obtidos, mas usou do mesmo argumento para não aceitar a implantação, ao dizer que os custos se elevariam, pois o futebol é universal, e que nem todos teriam condições de arcar com despesas maiores na arbitragem.

Nesta reunião a “paradinha” é considerado assunto secundário pela importância do outro e nem vou comentar.

Se algo de novo acontecer tornarei público meu pensamento de como, quando e onde as imagens deveriam ou poderiam ser utilizadas para que, por linhas diferentes, o ser humano árbitro de futebol poderá corrigir um erro de visão, e pasmem (ou me entendam) um terceiro, não árbitro de campo, possa interferir em eventuais ações deliberadas, posto que ainda possam existir...

Reitero a expressão usada acima ao falar de corrigir “erro de visão”, visto que a interpretação de lances sempre deverá estar no poder de um ÚNICO ser: O ARBITRO DE FUTEBOL.

Até mais amigos!
Gustavo Caetano.


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Destaques:
Quem será o culpado desta vez?Gol de Mão Também ValeEu tentei, mas não conseguiProcura-se Humano PerfeitoEspirito Claro, Textos PolêmicosFaltam Referências?Grandes EstaduaisÉ Cartão Demais?Trios FixosMal BrancaTécnicos para ÁrbitrosRanking NacionalCom...modismoAs Regras EsquecidasPrés-TemporadasQual Seria a Razão?Assim Eram as RegrasMudanças nas RegrasAno Novo... Tudo igualAs Condições Requeridas de um Árbitro O Passado, O Presente e O FuturoO Mundo está VendoAs Agruras da Profissão


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Nota do Editor: Gustavo Caetano Rogério nunca exerceu a função de árbitro apesar de ter formação através de cursos locais e internacionais. Foi Supervisor Técnico da CEAF-SP 90/93, Diretor da Escola de Árbitros FPF 94/2002, Orientador Técnico do Quadro da FPF 90/2002, Instrutor Nacional 98/2002 e Inspetor de Árbitros da Sulamericana 98/2002

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Entre Aspas

"Procurem transformar o teste, em mais um treinamento. Para que isso ocorra, é procurar fazer simulação do teste físico uma vez a cada 10 ou 15 dias, para que haja uma habituação do organismo as suas necessidades (ajuste de passadas e ritmo), e do processo psicológico com a forma de ação do teste, eliminando os aspectos de tensão na hora de fazê-lo."

-- Paulo Camello

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