 Heber Lopes, bi-campeão |
Paranaense, 37 anos (13.jul.1972), 1,82 m, 80 kg, Professor de Educação Física, casado, sem filhos, morador de Londrina, Heber é árbitro desde 1995.
Heber nasceu perto de um campo de futebol amador chamado Revisora. Aos 13 anos, ajudava na entrega do uniforme e buscava bolas atrás do gol, ou seja, era gandula. Certo dia, a pessoa encarregada de apitar não foi e sobrou para ele. “Graças a Deus”, comemora sorridente. “Daí em diante eu tomei o lugar do sr. que apitava e passei a apitar todos os finais de semana”, lembra.
Alguns anos mais tarde, em 1994, decidiu fazer o curso para se profissionalizar naquilo que já gostava de fazer. Em 1995 fez seu primeiro jogo oficial, Paranavaí x Jandaia. Ainda em 1995, estreou no apito de um jogo válido pela Série A do Campeonato Paranaense, Matsubara x Platinense. Rapidamente se destacou no Paraná. Em 1997 ingressou na CBF e no ano seguinte, em 1998, estreou no Brasileirão, Internacional x Criciúma. Em 1999 estreou na Copa do Brasil, Grêmio x Figueirense.
Com sua inconfundível careca e seu jeito único de apitar, Heber conquistou o Brasil em pouco tempo. Faltava apenas o escudo internacional, que veio em 2002. Em 2003 comandou seu primeiro jogo internacional de clubes, Emelec x River Plate, no Equador. Em 2007, dirigiu seu primeiro jogo de Seleções, Paraguai x Equador, jogo de Eliminatórias de Copa do Mundo.
Heber tem um longo currículo de jogos importantes, dentre os quais destaca as mais de 20 finais de campeonatos regionais. Também comandou partidas finais de campeonatos nacionais. “Tive o prazer de apitar a final de duas Copas do Brasil, de dois Brasileiros Série A (2003 e 2009) e dois Brasileiros Série B (2003 e 2005)”, conta orgulhoso, o árbitro que recentemente apitou muito bem o jogo do Campeão Brasileiro de 2009, Flamengo x Grêmio.
Seu currículo internacional já conta com vários torneios internacionais em diversos países tais como: Bolívia, Colômbia, Finlândia e o PAN no Rio de Janeiro. “Também apitei mais de 30 jogos de libertadores e sul-americana, e um jogo das eliminatórias”.
Quando perguntado sobre seu jogo inesquecível, ele cita a final do paranaense que dirigiu em 1999. “Sempre ressalto a primeira final de meu estado, em 1999, pois a partir deste jogo consegui uma sequência melhor nos jogos da CBF”.
Quando não está apitando, Heber não resiste ao futebol pela TV, mas garante que se diverte também sem o futebol. “É praticamente impossível não acompanhar o futebol, mas gosto de viajar, ir as compras, um bom restaurante, cinema, praias e também de treinar.
Com tantas conquistas Heber ainda tem um sonho para realizar. “Sem dúvida, ir a uma Copa do Mundo seria o máximo, mas tenho que ressaltar uma coisa. Se ela não vier, estou muito grato por tudo aquilo que a arbitragem me deu”, pondera. “Sou um árbitro de futebol, com muito orgulho, e poder dizer isto de peito aberto é minha maior alegria”, afirma o melhor árbitro do Brasil pelo segundo ano consecutivo.
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Por Christian Ducharme.
Entrevista realizada em 2009. Última atualização: Dezembro/2009.