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Por onde andam grandes ex-árbitros ? (Sándor Puhl)

Postado por: NeiMenezes em Domingo, Fevereiro 03, 2008 - 03:01 PM Imprimir artigo Imprimir página  Enviar para um amigo Enviar este artigo para alguém
Aconteceu um Dia
O árbitro a ser apresentado nesta semana é o tetra-campeão Sándor Puhl, vencedor do prêmio organizado pela Federação Internacional de História e Estatísticas do Futebol nos anos de 1994 a 1997.


Puhl começou a carreira em 1970, com apenas 15 anos, apitando nas divisões inferiores do futebol húngaro. Em 1984 fez sua estréia na Primeira Divisão do Campeonato Húngaro, na partida Vasas x Csepel. Em 1991 participou do Mundial Sub-20 em Portugal e no ano seguinte, atuou na Eurocopa 1992.

Em 1994, aos 39 anos, chegou ao auge de sua carreira, quando foi o árbitro de 4 partidas na Copa do Mundo dos Estados Unidos, incluindo a grande final entre os dois maiores vencedores do torneio, Brasil x Itália. Nesta decisão, a equipe canarinho sagrou-se tetra-campeã após uma emocionante disputa de tiros livres desde o ponto penal, vencendo por 3 x 2 após um empate sem gols no tempo regulamentar e na prorrogação. As outras partidas dirigidas pelo húngaro no mundial foram: Noruega 1 x 0 México (primeira fase), Brasil 1 x 1 Suécia (primeira fase) e Itália 2 x 1 Espanha (quartas de final).

Na Copa de 1994, na partida entre Itália e Espanha pelas quartas de final, Puhl não viu a cotovelada do defensor Tassoti que deliberadamente quebrou o nariz do meio-campista Luís Enrique. Felizmente, as câmeras de TV flagraram a agressão e o Comitê Disciplinar da FIFA puniu o jogador, mas não o árbitro, por julgar que o lance aconteceu fora do seu raio de visão.

Após o sucesso na Copa, Puhl ficou conhecido em todo o mundo e começou a apitar mundo afora. Em 1997 o húngaro veio ao Brasil, especialmente convocado para ser o árbitro da decisão do Campeonato Paulista daquele ano (São Paulo 1 x 1 Corinthians), numa época que São Paulo estava importando árbitros.

Outras partidas importantes de sua carreira são: jogo de ida da final da Copa UEFA 1992-1993 entre Borussia Dortmund (ALE) e Juventus (ITA), a semifinal da Eurocopa 1996 entre Inglaterra e Alemanha no lendário Wembley e a final da Liga dos Campeões da UEFA 1996-1997 entre Juventus (ITA) e Borussia Dortmund (ALE).

Em 1998, um incidente marcou sua carreira de forma negativa, tirando Puhl do cenário dos grandes jogos internacionais. O incidente ocorreu na partida que dirigia na Liga de Campeões da UEFA daquela temporada, entre Feyenoord e Manchester United. Por não punir uma agressão do holandês Bosvelt no irlandês Irwin e nem relatar na súmula da partida, Puhl foi suspenso pela UEFA por seis meses. Após a suspensão, Puhl não foi selecionado para atuar na Copa de 1998 nem na Euro 2000.

Em 2000, aos 45 anos, Puhl comandou sua última partida internacional, um amistoso entre Itália e Inglaterra, em Turim. Ao todo, Puhl comandou 70 jogos em gramados internacionais e 225 jogos da primeira divisão do Campeonato Húngaro, em seus 30 anos de carreira.

Logo após pendurar o apito, Puhl não perdeu tempo e emendou uma carreira política ligada a arbitragem. Ainda aos 45 anos, foi eleito vice-presidente da Associação Húngara de Futebol e presidente da Comissão de Arbitragem do Campeonato Húngaro.

Em seguida se tornou membro do Comitê de Árbitros da FIFA, que tem como presidente o espanhol Angel María Villar Llona e como vice-presidente o brasileiro Ricardo Terra Teixeira. Nesse Comitê, sua missão era interpretar e analisar as Leis do Jogo, devendo propor melhorias ao Comitê Executivo.

Atualmente Puhl se dedica apenas na função de observador de árbitros da UEFA. Ele deve assistir a jogos das competições da UEFA para observar o desempenho dos juízes, funcionando como importante conselheiro após as partidas, sobretudo na discussão das ocorrências e decisões tomadas.

Hoje, quando relembra os últimos anos de carreira como árbitro, Puhl não é amargo sobre a punição que lhe foi imposta pela UEFA em 1998. “Sobretudo, um árbitro deve amar o futebol e querer servir ao jogo. Deve estar ciente que o jogo não é sobre ele", ensinou.

Na próxima semana saberemos por onde anda o alemão Markus Merk.

Por Nei Menezes e Christian Ducharme.



- Pierluigi Collina



Nota: Ser eleito melhor árbitro do mundo é uma honra que cabe a poucos homens do apito dentre os milhões que atuam mundo afora. Faleremos sobre a carreira destes ícones do apito e avaliaremos de que forma contribuem atualmente para o futebol e arbitragem mundiais. A cada semana apresentaremos um árbitro. Agora é a vez de Sándor Puhl.
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